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quarta-feira, dezembro 23, 2009

Ignorava e era feliz!

Por Lilian Buzzetto, cronista convidada




Domingo à noite, musiquinha do fantástico...

Estou com minha cerveja, meu cigarro, meu gato e o futebol na TV. Daqui a pouco voltarei para o meu tricô (e tenho 24 anos, apenas). Não saí esse fim de semana e estou sozinha. Não vou mais a bares porque não posso fumar. Não posso beber uma cerveja (com meu peso, nem um copo) e voltar dirigindo pra casa. Não posso fazer barulho, cantar, bater papo nas calçadas. Lá fora, eu não posso... Está muito difícil conviver com a sociedade. Mas, contradizendo tudo o que me ensinaram e o que esperam de mim nessa situação, não me sinto miserável, deprimida, solitária ou abandonada. Estou leve e feliz.

Esta manhã, eu peguei meu café, meu cigarro e fui para o sol, com meu jornal (daqueles de papel, antiquados, desatualizados e sujos). E na manchete das três primeiras matérias achei expressões como “veto”, “proibição” e “aumenta o risco de”. Tudo pelo meu bem e pelo bem do conjunto da obra de Deus.


O mundo aí fora me pareceu chato e perigoso. A Califórnia vai afundar depois de um grande terremoto. Nápoles será soterrada quando o Vesúvio quiser brincar de Pompéia. A África vai ser devastada por uma variedade estranha de vírus ou por leões famintos que invadirão as cidades, graças à destruição de seu ambiente natural. Não que eu vá para a qualquer lugar longínquo: alguém já viu a poluição que cria um avião a cada vôo? Um asteróide, o aquecimento global, uma nova gripe, uma supernova, um buraco negro construído em laboratório... de acordo com meu jornal, o mundo corre sérios riscos, o tempo todo...

Cogitei viver uma vida saudável: sem cigarro, sem bebida, com uma alimentação decente e no calor, porque o frio triplica o risco de enfartes. Mas segundo meu jornal, carboidratos e gorduras vão entupir minhas artérias. Presunto, salsichas e salames aumentam o risco de câncer no intestino. Peixes estão contaminados com mercúrio e os vegetais cheios de agrotóxicos nefastos. Sobraram os ovos! Mas ah... os ovos são muito, muito confusos. Nunca entendi os vários tipos de colesterol, em mim e no ovo. Só sei que um deles, ou todos, causa demência. Está no jornal.


Resta viver de luz, de sol (tomando, regularmente pílulas de cálcio, para evitar osteoporose)... Mas e se eu desenvolver um terrível câncer de pele? Estou ficando nervosa e com medo. E tenho que me acalmar, porque segundo meu jornal, estresse aumenta o risco de uma porção de coisas horríveis. Quase tomei um copo de água com açúcar. Graças a Deus, me contive. Açúcar dá cáries. Melhor assim, não poderia escolher entre um poluidor copo descartável ou um pouco do malvado detergente que eu usaria pra lavar o de vidro. Não sei mais como tomar água.


Vou largar o jornal. Estou ficando com dor de cabeça! Dormiria um pouco pra passar, mas não sei se posso. Quantas horas devo dormir para ser saudável? Se passar do limite eu morro do quê? Faltou isso no meu jornal. Um chá quente? Dá câncer no esôfago. Um leitinho? Aumenta o risco de Parkinson em homens e eu comi uma manga. Melhor não arriscar. Um bom banho! A manga pode dar congestão? Tomaria um analgésico, mas li que seria irresponsável, sem orientação médica. E pode ser contra-indicado em caso de suspeita de dengue. Aliás, deixa eu ir, porque tenho que tirar a água da chuva das plantinhas para não dar mosquito.








Mais de Lilian Buzzetto no blog "Cigarro Aceso"

quinta-feira, agosto 27, 2009

Luz na passarela, lá vem a Stella!

Karina Lima, em edição extraordinária

Venham cá, vou falar baixinho:

Não queria tocar terror aqui, mas... aquela criatura é, de perto, menos corada que arroz japonês – a bicha é pálida feito as gueixas dos filmes, dá pra visualizar? Stella chega a ser mais bizarra que feira livre lotada, meus caros. Muito mais ácida que Shweppes Citrus sem gelo. De discurso seco e eloqüente, essa 'senhôura' consegue ser mais perturbadora que cólica menstrual. Com aqueles que ‘não importam’ a ela – são quase190 milhões de indivíduos no Brasil segundo o IBGE, ela é tão fria quanto assento de vaso sanitário no inverno. Chupem essa manga, meu povo...

(Ô, psit: apesar de todo esse amargor e aspereza, a Stella usa daqueles perfumes meio enjoados e florais, aqueles de senhoras de bem. Uma curiosa ironia pro olfato!)

'Meros detalhes' a parte, estou absolutamente orgulhosa por esse evento 'Caça-Talentos' que se desenrolou, muito ao acaso, quando cruzei com Stellinha. Em se tratando dela, nada seria muito óbvio: se eu contar como a conheci, ninguém nesse mundo acredita!

Confiem na Titia Karina: a Stella é, sem dúvida, o que faltava pro Mulherices! No cair da noite de sexta, nós a receberemos curiosas e de braços abertos - não pra abraçá-la, até porque ela nem deixaria, acho. Eu, hein?!

quarta-feira, agosto 26, 2009

Salve-se quem puder: Stella Benevides vem aí!

Vanessa Pinho, em furo de reportagem

‘CUMÉQUIÉ?!’ foi o que eu disse quando Karina veio falar sobre a possível participação de uma senhora colecionadora de cinzeiros e gatos em nosso site. Gatos e cigarros me dão asma - essa idéia já estava me dando bolinhas pelo corpo...

Mas ela tem experiência de vida, é uma mulher que tem muito o que dizer, disse Karina. Medo. Medo do que ela tem pra dizer. Não, vai ferrar, tô falando que vai ferrar!

Eu e Karina somos doentes o suficiente para enlouquecer nossos leitores. E tem mais... ela gosta de homens à moda antiga, e isso não existe mais, sabe? Pura lenda. Ela vai falar sobre os homens que abriam a porta do carro, que pagavam a conta e mandavam flores. Ou melhor, vai falar sobre os que NÃO fazem isso. E aposto que vai dizer que se eles são como são, é porque nós, mulheres, não nos damos valor e blá blá blá. Hixiiii! Quero só ver, não vai prestar... mas sabe? Eu adoro quando não presta...