Um bom expresso, casaco favorito, sapatilha, óculos, iPod, um livro daqueles bem leves. Quando esses elementos se combinam, coisa extraordinariamente boa está por chegar – é com essa indumentária e elementos que eu, geralmente, viajo por aí. Sou Turismóloga por formação, e viajante assumida por pura paixão. Ah, e quando o assunto é vespar, aqui tem amor pra uma micareta toda, e ainda sobra.Minha relação magnética com o mundo das viagens começou cedo, mas reafirmei o prazer por essa escolha quando engatei na faculdade. Depois do parto pra agarrar o primeiro emprego nessa área, deitada eternamente no berço esplêndido da Legislação Trabalhista, confesso procês que passei por poucas e boas: horas a fio trabalhando de pé, gringos esquisitaços, escândalos de gente surtada, celebridades e subcelebridades, coque, gel de cabelo, salto alto, terninho, eventos, frenesi, sono acumulado, tropeços. Hotel, Congresso, Feira, Fórmula 1, Coletiva, Evento Social, Traslado, Helicóptero, Check-in. Turco, inglês, árabe, alemão, japonês, argentino, polonês, italiano [aahh, a Itália... tenho a síndrome da Sandra Bullock em ‘Enquanto Você Dormia’]. Sempre fui um centro gravitacional de desordem, acreditem vocês, e por isso estou no mercado certo, suponho. É divertido e, principalmente, vivo. De uma vivacidade louca e encantadora.
Vejamos... voltando à vaca fria [adoro expressões idosas], após uns bons mililitros de suor e esforço corporativo nessa época de sangue, batalha e lágrimas, eis que veio a primeira dádiva para essa escrava branca: ‘Karina, você vai para o Alaska a trabalho’. Aí, pensei: ‘Ah, é? Já que estou sonhando mesmo, aproveito e já peço um pônei, ou um urso polar, de quebra! Tô trabalhando na National Geographic e não sabia?’. Desse marco em diante, de Mossoró a Moscou, do Oiapoque ao Chuí, de Leste a Oeste, qualquer lugar é lugar, e todo lugar no globo é encanto. E um sorriso me escapa só em escrever isso.
Tudo porque essa tese é cientificamente comprovada: viajar renova, anima, instiga, encanta, seduz, inspira, carrega as (nossas) pilhas, enche o chip da câmera, lota o coração e a cabeça de memórias e novidades. Viagem é vida com V maiúsculo, hábito que não enjoa, sala de aula sem janelas, e nessa escola eu me orgulho em ser nerd convicta.
Entre uma filosofada e outra, reviso mentalmente o que pode me faltar – estou de malas prontas e coração palpitando – vou, a trabalho, para a casa dos nossos hermanos e do Tio Maradona. Embarco amanhã cedinho, antes mesmo do galo acordar pra cantar (galos contam o que pra dormir? Carneiros? Esquisito, isso).
Em algumas horas, enquanto vocês estiverem no décimo sono, estarei de bobeira após um bom café, com iPod em punho, pronta para taxiar na pista. Aí, será correr pro abraço: decolagem autorizada, força total... FUÓÓÓSHHH!
E essa prosa continua. Na volta, é claro.
Conto tintim por tintim, e logo depois os detalhes. A vocês, tudo!
Vejamos... voltando à vaca fria [adoro expressões idosas], após uns bons mililitros de suor e esforço corporativo nessa época de sangue, batalha e lágrimas, eis que veio a primeira dádiva para essa escrava branca: ‘Karina, você vai para o Alaska a trabalho’. Aí, pensei: ‘Ah, é? Já que estou sonhando mesmo, aproveito e já peço um pônei, ou um urso polar, de quebra! Tô trabalhando na National Geographic e não sabia?’. Desse marco em diante, de Mossoró a Moscou, do Oiapoque ao Chuí, de Leste a Oeste, qualquer lugar é lugar, e todo lugar no globo é encanto. E um sorriso me escapa só em escrever isso.
Tudo porque essa tese é cientificamente comprovada: viajar renova, anima, instiga, encanta, seduz, inspira, carrega as (nossas) pilhas, enche o chip da câmera, lota o coração e a cabeça de memórias e novidades. Viagem é vida com V maiúsculo, hábito que não enjoa, sala de aula sem janelas, e nessa escola eu me orgulho em ser nerd convicta.
Entre uma filosofada e outra, reviso mentalmente o que pode me faltar – estou de malas prontas e coração palpitando – vou, a trabalho, para a casa dos nossos hermanos e do Tio Maradona. Embarco amanhã cedinho, antes mesmo do galo acordar pra cantar (galos contam o que pra dormir? Carneiros? Esquisito, isso).
Em algumas horas, enquanto vocês estiverem no décimo sono, estarei de bobeira após um bom café, com iPod em punho, pronta para taxiar na pista. Aí, será correr pro abraço: decolagem autorizada, força total... FUÓÓÓSHHH!
E essa prosa continua. Na volta, é claro.
Conto tintim por tintim, e logo depois os detalhes. A vocês, tudo!
Fernanda Takai
"Diz que fui por aí"
(Zé Keti / H.Rocha)
