sexta-feira, junho 18, 2010

Cadeirinhas

Por Lilian Buzzetto
Ultimamente, meu rádio anda atulhado com dois tipos de notícia: Copa do Mundo e Lei das Cadeirinhas. Em meio à febre futebolística – como sou do contra – decidi gralhar sobre o segundo assunto.

Para quem não tem pimpolhos, explico: a partir de Setembro, para carregar filhote de gente de até 7 anos e meio será necessário um equipamento especial adequado a idade, peso, altura e alinhamento dos astros com plutão na data do nascimento do ser. Tal aparelho deve ser certificado pelo INMETRO e pela Sociedade Brasileira de Astrologia. É isso -- ou quase.

Tudo porque, segundo importantes pesquisadores [apud o meu jornal], a cadeirinha reduz em até 70% a chance de uma criança morrer em acidente de trânsito. Vou assumir que isso é verdade, embora não confie muito nos profetas do apocalipse da mídia. A nova geração de jornalistas-urubus só prevê desgraceira e um cálculo rápido, somando riscos alardeados, mostra que a chance diária de atravessar a luz excede os 315%.

Enfim, concordo com a idéia de amarrar crianças para evitar que sejam arremessadas pelo/no para-brisas [ou pára-brisas, ou parabrisas. Maldita reforma ortográfica], mas tenho pequenas considerações a fazer:

Quanto custa a salvação do seu filho? Uma cadeirinha certificada custa entre R$ 150 e R$ 1000, mas vida do seu bebê não tem preço, certo? Certo, se você não ganha dois salários mínimos, tem três filhos e dirige um Fusca 77 comprado em 36 parcelas de cem reais. Pela nova lei, se você for pobre, seu filho deverá transitar para o almoço de domingo na vovó em nossos maravilhosos e bem equipados transportes coletivos [Algum estudo já mostrou que é mais seguro carregar o rebento em pé no ônibus do que solto no banco de trás do Fuscão?]
Como raios vão fiscalizar? Segundo meu rádio, agente da CET não pode inspecionar o interior do carro. O selinho do INMETRO será um letreiro luminoso no teto? Assusta-me a história de que marronzinho emitirá multa quando desconfiar da irregularidade e que o dono do veículo deverá entrar com recurso se discordar. Entendo que guardas de trânsito têm a tal da fé-publica. O problema é que EU – como público – não tenho a menor fé neles.

Cadeirinhas antigas deixaram de prestar? Jogue fora este equipamento medieval que você tem em casa, porque – segundo meus especialistas – pais zelosos que protegiam os pimpolhos mesmo antes da lei são, agora, infanticidas potenciais por usarem as perigosas cadeirinhas sem selo. [Ô, especialistas: vão ver se estou na esquina]. Pode até ser que os legisladores estejam preocupados com a integridade física da próxima leva de trabalhadores, mas acho de bom tom que os consumidores compulsórios investiguem de quem são as fábricas dos equipamentos certificados. Minha eterna desconfiança na humanidade faz com que eu ache que não são micro-empresas de trabalhadores esforçados e comuns.

Não posso mais dar carona para gente com filho? Não sou muito fã de coisinhas catarrentas no meu carro, mas, se fosse um exemplar bem domado e limpinho, eu não ligaria de transportá-lo... A partir de agora, devo deixá-los no ponto dos seguros ônibus. Com a nova lei, só os donos dos filhotes estarão aptos para o carregamento da preciosa carga. Menos uma coisa a fazer pelo próximo e mais uma lei que atravessa nossa relação com o resto da humanidade. Estamos cada vez mais fechados em nossos mundinhos - mais seguros e menos humanos. Eu acho.

E o mais importante... Como raios estou viva? Como foi que o mundo chegou a quase 7 bilhões de habitantes? Minha mãe não tinha metade dos instrumentos modernos de criar filho, nem um manual obrigando-a me proteger e instruindo-a sobre como fazê-lo. Mamãe usou um de tal de instinto materno que parece ter caído de moda. Fui criada na base do grito-e-chinelo, sem nenhum desses cuidados com a minha integridade física e psicológica. É um milagre, segundo meu jornal, ter chegado a vida adulta com todas as partes e sem remedinhos de tarja preta. Sinto que sou uma espécie de Rambo-da-evolução.

Em tempo, não sou contra a proteção da próxima geração e até acredito em regulamentação - bom senso não é troço inerente à raça humana. Mas será que os legisladores pretendem consertar todos os detalhes com leis-picuinhas? Diversas crianças morrem afogadas em baldes - vão proibi-los? Se a coisa continuar nesse ritmo, cada um de nós precisará de um fiscal pendurado no pescoço em tempo integral.

Ao invés desta penca de políticas de apagar incêndio, não seria mais fácil uma única lei para jogar na cadeia ou do precipício quem deixar filho morrer ou se machucar por negligência? Como na natureza, genitores deveriam dar um jeito de garantir que os carregadores-de-seus-genes chegassem ilesos à maturidade. Como? Problema a ser resolvido por cada parzinho de papai-mamãe – sem a necessidade de instruções passo-a-passo do grande Estado-Babá.

Pelo menos, eu acho.






57 comentários:

  1. "Não posso mais dar carona para gente com filho?" Foi a primeira pergunta que me veio na cabeça quando soube dessa nova lei.
    Eu também sou da época que não existia cadeirinha pra crianças, e nem se usava cinto de segurança.
    E todos da minha família estão vivos até hoje, veja só!!!!
    MEDO disso tudo!
    Beijos

    ResponderExcluir
  2. Cara, eu acho uma tremenda palhaçada. Ok, quem tem filhos e carro, acho bom, em prol da segurança, que tenha esse tipo de coisa - sem neurose. Mas se a criatura tem filho mas não tem carro?! Nunca mais pega carona na vida se estiver com os pirralhos, né?! Ou vai ter que ficar carregando aquela mala (junto com as malas que são os filhos) pra todo lugar que vai, na esperança de uma carona hipotética?
    Eu acho que estão exagerando demais em tudo. Não conheço ninguém que tenha se tornado marginal por ter levado uma surra quando criança, ou que tenha morrido por ficar pulando feito pulga no banco de trás do carro, enquanto dava língua pros motoristas dos outros carros. Estão formando crianças mimadas e sem educação, já que se você levantar a mão pra uma corre o risco de ser presa. Agora isso. Óbvio que não apóio quem espanca criança ou quem anda com uma na garupa de moto, por exemplo. Mas, alow! Jogaram o meio termo no lixo? É 8 ou 80?

    Eu acho palhaçada. Só um jeito de arrancar mais grana dos incautos. E outra; uma cadeirinha pra cada fase da "crionça"? Aham, Cláudia, senta lá.

    Ainda bem que não tenho carro nem filho...

    ResponderExcluir
  3. Parece que vou estrear os comentários mas a faca afiada fica p/ outra pq concordo com muitos dos seus argumentos.
    1) Eu tenho um pimpolho que vai fazer 7 anos e usa a cadeira qdo saiu da maternidade BUT na correria do dia a dia, volta e 1/2 os avós pegam ou levam p/ escola e vez ou outra ele vai sem (esclarecendo, a dele não é mais a cadeira mas um assento que eleva e ele fica ajustado ao cinto de segurança do carro).
    2)Confesso que não tinha pensado sobre as caronas (rsrs).
    3)A fiscalização é ineficiente.
    4)Vc confia cegamente no INMETRO?
    5)Não sei pq tenho a mesma sensação em relação à essa lei como tive com o kit de primeiros socorros p/ os carros e agora tb as malditas tomadas 03 pontas (ganhei um micro e fiquei um tempo sem usar pq não achava as tais tomadas).
    6)A SEGURANÇA dos nossos filhos deveria ser em todos os sentidos, adultos responsáveis no trânsito (velocidade, álcool, imprudências, etc).
    Só não concordo com o seu último argumento, mesmo não sabendo a sua idade, pq qdo eu era pequena por ex, o número de carros era menor, menos trânsito, etc.
    Enfim...acho que está corretíssima em opinar por algo que indiretamente (já que não tem filhos) te atinge mas que um dia vai atingir diretamente, ou mesmo por ser cidadã e fazer parte desse país cheio de leis que não valem p/ nada, como antes e sempre "pra inglês ver".
    Namastê...

    ResponderExcluir
  4. Bah! Incompridei tanto a prosa que fiquei em terceiro...rsrs
    Bjs

    ResponderExcluir
  5. Tem cada lei que aprovam viu...
    Agora esqueçam de pedir aquela velha ajudinha ao vizinho que vai trabalhar de carro e dava carona ao teu filho pequeno pra escola, senão ele pode pagar multa por isso. "Que beleeeza!", como diria Milton Leite.

    Eu também nunca usei cadeirinha, tô 105% inteiro, não que eu seja totalmente contra elas, mas obrigar o uso até uma idade tão avançada é desnecessário. Vamos ter que carregar os pequenos em redomas anti-bomba agora ¬¬', já que as cadeirinhas antigas são tão perigosas.

    E outra coisa que me chamou a atenção...
    porque sete anos e MEIO???
    O que acontece aos 7,5 anos pra ser tão relevante não colocar 7 ou 8 de uma vez?
    Sei lá...

    Ótimo texto, a propósito.

    ResponderExcluir
  6. Lilian, você matou o assunto. Maravilhoso texto. Aqui onde moro, está cheio de mães e pais que carregam a petizada nas garupas de sua bicicletas anos 1930. EAs crianças se dependuram como podem, ficam de pé no guarda-pacote sem nenhuma proteção. Nada de cadeirinhas para elas? E as vans escolares? Também não. Está na cara que só quem pode pagar, os donos dos automóveis a prestação, terá de arcar com a despesa. E seria bom investigarem os industriais e comerciantes de cadeirinhas, para ver se existem ou não laços com os fazedores e aprovadores da lei. Eu também acho. Leio sempre você no twitter, porque tem essa carga de indignação demnonstrada sempre de forma hilária e talentosa. Parabéns.

    ResponderExcluir
  7. lembra quando inventaram o kit obrigatório de
    primeiros socorros. depois desistiram. isso
    só serve como ítem a mais para a corrupção.
    não pode beber, não pode fumar, não pode
    carregar criança . . . este país precisa de
    uma reação civil. como houve nos e.u.a. nos
    anos 60. mas tá todo mundo atordoado e manso,
    inclusive nos e.u.a.

    ResponderExcluir
  8. Pra mim, é uma lei absurda. Seria muito mais fácil (e útil) que os nossos queridos políticos investissem em formas de fiscalizar as leis de transito já existentes. E garantir que elas sejam cumpridas devidamente. Creio que seria o suficiente.

    No caso que você apresentou: "Certo, se você não ganha dois salários mínimos, tem três filhos e dirige um Fusca 77 comprado em 36 parcelas de cem reais."

    Mesmo que você tivesse as três cadeiras elas não caberiam no banco de traz do Fusca.

    Duas alternativas: 1) compre uma van 2) transporte público

    ResponderExcluir
  9. Fico meio confusa com os noticiários. Uma professora amarra criança na cadeira e vai presa. Nós se não amarrarmos os filhos vamos presos. Afinal é pra invadir ou defender a praça? Dizem as más linguas que a professora que amarrou o menino falador e bagunceiro será ,secretamente homenageada por outras professoras massacradas por crianças de 5 anos...
    É perigoso criança solta no banco de trás? É sim, porque eles não páram.Se precisava ser assim tão radical? Não, não precisaria se ouvesse consciência ao volante... Vida é vida e deve ser preservada.

    ResponderExcluir
  10. Pois é, na época da sua mãe, as criancinhas andavam até sem sapatos e nem morriam, né? Então, hoje é tudo diferente, e as crianças estão a cada dia mais insuportáveis, precisando ser amarradas. E o povo, cada dia mais tapado, e se sujeitando às imposições.Sou a favor da capação total e acabar com esses bichinhos que jogam coisas na gente. Pronto. Falei.

    ResponderExcluir
  11. Mas uma medida pensada em ajudar que é implementada de maneria patética.
    Ao invés de se preocuparem com assuntos mais importantes, ficam discutindo e impondo leis babacas à populaçãO.
    Assim como você, fico imaginando como o mundo sobreviveu até hoje sem as cadeirinhas...

    ResponderExcluir
  12. Eu tenho três irmãos e andávamos em quatro no banco de trás do Chevete 79 da minha mãe, quando a gente estressava muito, meu irmão ficava gritando "nós vamos morrer, nós vamos morrer", ela dava uma freiada e a gente embolava igual caminhão de porco, ou ônibus de linha. Acho que hoje ela seria presa...

    ResponderExcluir
  13. Como diz um dos membros da tribo dos cabelos-limpos do filme "Na Idade da Pedra", eu sou um pouco da opinião de todo mundo. Menos da Fabiana Amaral - uma vez que à partir dos 7 anos eu levava meu irmão para andar de moto comigo, com toda a segurança do mundo.

    Como eu disse à @lillianbuzzetto no twitter, essa lei com certeza foi criada com este diálogo:
    -Olá Senador/Deputado fulano de tal, tudo bem?
    -Tudo bem, fulano da empresa X?
    -Pois é seu político, eu lhe dei esta cueca recheada de presente porque quero uma ajuda tua. Desenvolvi um hiper mega produto que não tem mercado, e então eu quero uma idéia de como criar a necessidade do consumidor pelo meu produto.
    -Ahh, só um minutinho que vou lá misturar activia com teu produto e cagar uma lei.

    Logo após, o Senador/Deputado em questão utilizou o "método CQC de legislar". Para quem não assistiu, para levar uma proposta de lei é só colocar uma mulher bonita disfarçada de acessora de alguém e sair coletando assinaturas, pois os "deputas" não vão nem ler e vão sair assinando. E, então, assim como eles assinaram a inclusão da cachaça na cesta básica, vão assinar o projeto do vivente em questão.

    Após a coleta de assinaturas o projeto vai ser aprovado porque o cara em questão criou uma idéia polêmica sobre o projeto e passou para a imprensa sensacionalista do Brasil, que como sabemos, irá agir com "seriedade" e falar apenas verdades sobre o tema(quer apostar quanto que a Veja e outras revistas sensacionalistas baratas apóiam a idéia?).

    Criado o bafafá, basta uma pequena "contribuição expontânea" com a campanha de alguns partidos-chave para que o projeto ganhe prioridade absoluta no congresso e seja aprovado do dia para a noite(como estou vendo que ocorrerá - se é que já não ocorreu, pois estive fora deste planeta nas duas últimas semanas e não sei como anda).

    Pronto, problema do investimento fracassado em P&D do amigo resolvido, e agora o negócio inviável tornou-se altamente lucrativo.

    E, é claro, o consumidor é o maior beneficiado por todas as razões citadas no artigo e nos comentários anteriores ao meu. A praticidade, especialmente para dar carona para os amiguinhos do seu filho. A acessibilidade, para o cara que ganha 1 sal. mínimo e tem 3 filhos num fusca Itamar. Afinal, com um pequeno juro, destas baixas taxas que temos no Brasil, o pobre coitado compra parcelado em 12x uma cadeirinha.

    Mas ainda analisando o caso deste pobre coitado, a cadeirinha é um seguro contra roubo. O ladrão vai chegar no carro dele e pensar: posso roubar o carro que vale R$ 2.000,00 - ou só a cadeirinha que vale R$ 1.000,00.

    A fiscalização funcionará do mesmo modo que funciona para as outras coisas. A lei seca, todas as leis tributárias do Brasil, etc. Afinal, nossa legislação é muito simples e pouco burocrática, sempre é fácil de assegurar o cumprimento da lei no Brasil.

    Sobre os antigos equipamentos, é claro que eles não são adequados. Afinal, quem aqui quando criança nunca escapou da cadeirinha no momento de um acidente, sendo arremessado para fora do para-brisa do carro? Duvido que exista um ser humano que nunca tenha vivido esta experiência.

    Agora os jornalistas e "especialistas" com as estatísticas deles são impressionantes. Dados misteriosos do além revelam que a probabilidade de existir alguma estatística sobre alguma coisa que alguém tenha obtido por meio de pesquisa duvidosa e mal analisada são de 98% quando analisadas somente as elaboradas por pessoas deste planeta. Se incluirmos marcianos, este índice cai para 97,5434534523452345%.

    Bom Lilian, aguenta aí mais um pouco. Depois desta lei provavelmente vão obrigar as pessoas a utilizarem nas ruas capacetes preventivos contra acidentes aéreos. Afinal, segundo "especialistas" a probabilidade de cair um avião em nossa cabeça enquanto caminhamos pela rua são de %.

    ResponderExcluir
  14. Concordo com tudo, porque aqui existe essa mania de se aprovar qq lei sem realmente prestar atenção no ato. Nenhum grande esquema foi preparado, então aconteceu novamente: foi adiada a implantação.A falta de consciência da classe política, aprovando leis baseadas em conlúios durante a noite dá nisso. Depois a lei, que poderia ser boa, acaba caindo no esquecimento. Nós estamos cansados de ver isso acontecer, com um custo altíssimo para os cofres públicos. Texto bacana, Lilian. Continue reclamando, opinando e criticando, porque é assim que se educa uma sociedade.

    ResponderExcluir
  15. Lindona,

    concordo e discordo.

    Concordo :
    que é palhaçada multa e fiscalização que sabemos que não vão acontecer!
    Quem é pai tem que cuidar da prole e o Estado é uma péssima babá!

    Discordo:
    desse argumento "se eu estou viva e nunca usei cadeirinha,pra que obrigar as crianças a usar"

    A cadeirinha reduz sim o risco de mortes em caso de acidente e tem que ser uma cadeira diferente pra cada idade ou o q deveria defender vira arma.

    Se eu tivesse um filho não arriscaria a vida dele, tentando a sorte,pq não aconteceu com A ou B pode ser q não aconteça com meu filho tb.
    Se as crianças entendessem acho que elas tb não gostariam de brincar de roleta-russa soltas no carro...

    Mas talvez eu pense assim pq já atravessei o parabrisa(sei lá como escreve isso) e tenho uma baita cicatriz p lembrar.Por sorte só fiquei com a cicatriz e o juizo foi embora.Mas tenho amigos q hj são cadeirantes por atravessar o vidro e sensacionalismo da urubuzada do jornalismo a parte,existem os que partem dessa p uma melhor...#fato
    Por isso eu não arriscaria...

    Mas pra quem não quiser usar a cadeirinha, a escolha é pessoal!Como beber e dirigir; Andar de moto sem capacete;Atravessar fora da faixa de pedestre...

    Em caso de acidente ,não ocorrendo morte e precisando de fisioterapia: estou as ordens!

    E garanto desconto se for leitor do mulherices ;)
    Beijo!

    ResponderExcluir
  16. Funciona assim, o governo cria uma lei que irá beneficiar uns poucos,que fabricam as tais cadeiras(veja que existem políticos que são donos de fábricas desses materiais)e desconsideram o fato de que a obrigação primaria de segurança deveria vir direto dos próprios fabricantes de automóveis !!!estes deveriam dar este tipo de serviço incluso no carro,mesmo que para isso o preço fosse modificado!pense um pouco,comprar carro já com kit infantil!!! seria o maior avanço automobilístico da historia!!!é o que penso.

    ResponderExcluir
  17. Como sempre, texto muito bem escrito, sarcástico e bem humorado. Crítica que vale inclusive para a educação de crianças na atualidade: fomos criados aprendendo a respeitar um simples olhar de nossos pais, algo simplesmente inexistente hoje, devido a todo o mito criado sobre "o nao reprimir a expressão infantil".. Bjs, Luisa.

    ResponderExcluir
  18. Eu também me pergunto como estou vivo até agora sendo entre 1982 e 1989 meus pais com uma Brasilia e dois filhos não os carregavam em cadeirinhas.
    Por outro lado, uma amiga salvou a vida dela e da filha nesta semana após um acidente sério graças a cadeirinha.
    Entre lobby e direção segura há muitas coisas a serem pensadas além do que obrigar as pessoas a terem a dita da cadeirinha apenas por ter.
    Ótimo texto.

    ResponderExcluir
  19. Cadeirinhas antigas deixaram de prestar? Jogue fora este equipamento medieval

    Esta foi a melhor resposta.

    Sou a favor de tudo o que proteja a vida do bebê.
    E quando mais puder for gasto, mas vale a pena.
    A tecnologia ajuda bastante, nisso!

    Mas, eu acho que 7 anos é muita coisa para hoje em dia.
    Uma criança de 3 anos hoje, é mais evoluída que todo mundo aqui junto.
    hahahaha

    ResponderExcluir
  20. Segurança é tudo
    Já me desculpo pelas poucas palavras pois hoje não estou inspirado.
    Sucesso com o blog

    ResponderExcluir
  21. Acho necessário, um tanto quanto exagerado, mas necessário esse exagero também, caso contrário ninguém leva fé! É claro que ninguém vai parar p/ verificar o selo do INMETRO. Assim como a lei seca, que muitos policiais fazem vista grossa. Tudo bem que eu sempre andei no banco de trás sem cinto (só vim botar o cinto de uns anos p/ cá) e nunca usei cadeirinha, mas é bem provável que eu faça meus filhos sentarem na caderinha e com cinto de segurança.

    Mas segurança é tudo

    ResponderExcluir
  22. é uma forma de proteção para as crianças em caso de acidente, mas as cadeirinhas são muitos caras.

    ResponderExcluir
  23. Adorei o texto. Divertido e sincero.

    Deveríamos nos preocupar com coisas mais emergenciais, por assim dizer.

    ResponderExcluir
  24. Eu acho que ao invés deles se preocuparem com leis meia tigela deveriam primeiro arrumar as leis de transito que são ridiculas e depois sim pensar nessas coisas.
    Pq se tem acidetente tirando as fatalidades, é pq ainda tem motoristas imprudentes e se ainda existem esses motoristas é pq as leis não valendo de mta coisa.

    ResponderExcluir
  25. O ônibus é muito mais perigoso, tá certo que a cadeirinha ajuda, mas e quem não pode?
    Essas coisas que eles inventam é só pra que eles ganhem mais dinheiro com as multas!

    ResponderExcluir
  26. Cansei de levar o filho do vizinho ao hospital quando o mesmo tem crise de bronquite. Já não é mais seguro, melhor fazer com que o catarrento asmático pegue um busão.

    ResponderExcluir
  27. Oie vim agredecer pelo comentário no meu blog, é realemente meio que um diário, mas as vezes eu pergunto algo principalmente quando estou em dúvidas e preciso de conselho.
    Não quis criar ele pra ser famoso e sim pra desabafar.

    bj vou seguir o seu blog

    ResponderExcluir
  28. Essa lei das cadeirinhas é mais uma prova de que o bom senso é algo realmente em falta...

    Problemas a gente conserta na raiz: o que causa acidentes e mortes? Bêbado dirigindo, carro desregulado, estradas mal-feitas, motoristas impudentes... então que deem um jeito nisso em vez de tentar dar um jeitinho enfiando a faca nos pobres motoristas pra usarem a tal cadeirinha que tb não é nenhum escudo da imortalidade.

    Adorei seu texto, assunto que vem mto bem a calhar e vou divulgar tb pros papais e mamães que conheço.

    ResponderExcluir
  29. Pois muito bem.
    Embora o meu querido emissário do mau - o_colecionador - tenha dito que eu entraria aqui pra xingar todo mundo, atenção atenção! EU CONCORDO COM A LILIAN BUZZETTO!
    Não é uma glória?

    E concordo principalmente na parte grito/chinelo, parzinho de papai e mamãe e instinto materno.
    Acho TUDO ERRADO! TUDO ERRADO!

    Eu não fui instruída a ligar pra polícia se minha mãe perdesse a cabeça, gritasse comigo, colocasse todo o meu guarda-roupa abaixo num mega ataque nuclear de TPM, nem quando me carregasse pela orelha até o quarto para levar chinelada e ficar de castigo.
    Eu viajava de Curitiba até o Rio de Janeiro duas vezes por ano num Corcel sem cinto de segurança: familia inteira...3 atrás e 3 na frente. Eu era a criancinha que sentava quase em cima do freio de mão. Mas isso foi nos bons tempos, porque nos maus tempos, a gente ia de fusca, e eu dividia o saudoso "buraco" com o meu irmão.

    E eu fui trabalhar aos 13 anos. Escola de manhã, emprego de tarde, porque lugar de adolescente não é na rua. Mais uma leizinha de apagar incêndio nos proibiu de mandar nossos filhos para o trabalho durante as férias ou ser office boy para aprender a ser gente, porque isso é ASPAS exploração infantil FECHA ASPAS.
    Agora quem dá emprego pra adolescente é ladrão e traficante. No meu tempo não tinha isso não!

    Então Dona Lilian...adorei seu texto.

    Alô Mr.Colecionador: beijo pra ti. :)

    ResponderExcluir
  30. Sempre sobra pro coitado do fusca.
    Olha, não dá pra dizer que a cadeirinha deveria ser uma opção pessoal e comparar com “andar de moto sem capacete”.
    Opção de quem? Criança não tem discernimento pra optar. E os pais não têm o direito de optar por arriscar a vida dos filhos.
    A lei é canhestra, porque não foi debatida com a sociedade (como sempre). O legislador brasileiro vive em um mundo que não é o nosso.
    Mesmo assim, eu gosto da idéia da cadeirinha. Mas ela precisa ser melhor executada (não me perguntem como, não sou pago pra pensar nisso).

    tchau

    Ps.: deixem o fusca fora dessa história.

    @fredxxxx

    ResponderExcluir
  31. Muito bom o texto,parabéns pela opinião crítica.
    Eu sou a favor de qualquer medida que favoreça a segurança(não só das crianças,como de todos).
    Bjs =*

    www.priscilainfashionland.blogspot.com

    ResponderExcluir
  32. Oi Vanessa!!

    Muito obrigada, viu? Fiquei feliz! E adorei o blog!!

    beeijos

    ResponderExcluir
  33. Ótimo Blog, bom pensamentos e refletimentos, segurança é tudo! Beijos!!!

    www.blogdonelso.blogspot.com

    ResponderExcluir
  34. Pois é...
    De boas intenções o inferno está cheio. Tá certo que que o inferno dos burocratas que imaginam políticas de grande impacto sem pensar nas conseqüências práticas está lotado por outros motivos ...
    Quanquer dia algum cientista político da USP deveria fazer uma pesquisa sobre o custo financeiro para a sociedade da mudança de regras e padrões de qualidade. Não tem a lei de responsabilidade fiscal? Então deveria haver também uma lei de responsabilidade social: se a mudança de pradão não couber no orçamento médio do cidadão, o sabichão que sugeriu a mudança paga a diferença do próprio bolso. Não seria legal?

    http://soentendoportugues.blogspot.com

    ResponderExcluir
  35. Ó, eu concordo com o testo ali, mas não tenho opinião formada sobre o assunto, e o texto já diz tudo que eu acho. Só vim aqui pra dizer isso e não ser vitima das pragas da Liliam Buzzeto.

    ResponderExcluir
  36. e os taxis e onibus? vou ter q andar por ae com uma cadeirinha por ae?

    ResponderExcluir
  37. Acho essa lei interessante mas não acho que deveria ser algo obrigatório. Com tanta coisa a se preocupar, vão se preocupar com cadeirinha para criança? Francamente, não acho que isso deveria ser alvo de preocupações no momento.

    As cadeirinhas para crianças existem há muito tempo e muita gente usa, mas é algo caro e que requer muito trabalho para instalar, colocar a cirança e seguir viagem.

    Os pais devem tomar conta de seus filhos e acho que o cinto de segurança é totalmente confiável e suficiente.

    http://cerebro-musical.blogspot.com

    ResponderExcluir
  38. Essa lei é sim importante, mas há tantas outras coisas para se preocupar, acho isso meio sem nexo.

    ResponderExcluir
  39. Considerando que, por esses dias, só consigo raciocinar em termos de Copa do Mundo, acho que difícil vai ser ajustar o ônibus da seleção brasileira. Afinal, pelo que nos é dado a ver e, principalmente, ouvir, nenhum dos integrantes da dita cuja consegue ultrapassar a idade mental de 7 anos.
    Abs,
    Tiago.

    ResponderExcluir
  40. e aeee mulheres...
    faaaaz tempooo que não passo por aquiii
    blog sempre bombando e sempre com ótimos assuntos.
    parabéns mulheres.

    beijos.

    ResponderExcluir
  41. Concordo com vc Lilian... tb estou viva e meus pais nunca se utilizaram de parnaernália alguma como tantas que se tem hj... e as vans escolares, como que ficam??? As crianças vão fazendo a maior algazarra... vai ter cadeirinha pra todos eles nas vans??
    Bom, gostei e concordo com vc!!!!
    Beijão, Edilene

    ResponderExcluir
  42. Eu to de boa porque não tenho carro e nem filhos! X) Mas, quando fiz auto escola precisei saber disso pra fazer prova! hihihi... Achei "boring"! Isso de não poder carregar bebês dos outros acredito que não há como entrolar, pois sempre haverá alguma desculpa. =P
    Acho que existem muitas leis obrigatórias que não são cumpridas. Acho que essa é apenas mais uma para a pilha de leis que não resolvem nada.

    Abraços! =)

    http://neowellblog.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  43. É isso ai Lilian, muito bem colocado. Alguém deve estar ganhando muito dinheiro em cima das famigeradas cadeirinhas de proteção e que nem existem mais no mercado, viu, esgotou as vendas recentemente rsrsrs. Me lembro de um periodo que era obrigatório carregar nos automóveis o "Kit primeiros socorros"- gases tesourinha etc.. pode?? não vingou, só ganharam muito dinheiro com as vendas em prazos determinados...Boca no trombone \o

    Bjsssss

    ResponderExcluir
  44. Rapah, tb estou aqui me indagando com estou viva até hoje! haha.
    Ah, sério... Acho que há coisa mais importante pra se preocupar. Nao que a seguranca nao seja importante, mas sei lah, acho que foi alarde demais.
    Bom, eu pelo menos nao precisarei me preocupar com a questao das cadeirinhas pq:
    01. nao tenho filhos e n pretendo ter jamais!
    02. nao tenho carro;
    03. ainda que eu tivesse carro, creio que me recusaria a transportar criancas (desculpe, tou sem cedilha e til e etc...).
    ai, que má que eu sou. Muáááá! (risada malvada).

    anyway, lilian, adorei seu post!! muito bacana o blog!! ;)

    abs!

    ResponderExcluir
  45. Assim como a autora, também fui criado em uma época medieval, por pais trogloditas que sequer sabiam o que era uma cadeirinha. Ah, sim -- também fui criado na base do tapa.
    Mas antes que você ligue para os direitos humanos, declaro que me considero um privilegiado. Vejo todos os dias pais extremamente acomodados, educando seus monstrinhos conforme o livro e sequer pensando se tal criação produzirá um indivíduo funcional. É como se a psicologia, pediatria, mídia e agora, a legislação brasileira, todas soubessem a melhor forma de criar seu filho.

    Sempre andei de carro. Meus amiguinhos de infância sempre andaram de carro. Nunca voei pelo parabrisa. Nunca conheci ninguém que tivesse voado pelo parabrisa. Dessa forma, creio que tenho a obrigação como cidadão -- que aqui foi cumprida com excelência pela autora -- de questionar quais seriam os verdadeiros motivos por trás dessa leizinha imbecil.

    Excelente texto, como sempre.

    ResponderExcluir
  46. Daqui a pouco vão obrigar os pais a beijar os filhos e dizer "eu te amo".

    Saco!

    ResponderExcluir
  47. pode ser que seja mais seguro mesmo, mais eu acho isso uma tremenda besteira virar lei. Fala sério! só pra tirar mais dinheiro ;~

    ResponderExcluir
  48. Passando rapidinho pra dizer que GANHEI OUTRO SELINHO.. adivinha quem ganhou outro??
    kkk
    Passa no blog kawai!

    http://blogkawai2.blogspot.com/2010/06/selinho-sunshine.html

    ResponderExcluir
  49. A primeira foto me lembrou do Marilyn Manson em The Beautiful people.

    ResponderExcluir
  50. Hey,
    tem um selo pra vocês lá no blog!!

    http://pedroprado.blogspot.com/2010/06/ate-qualquer-outro-dia.html


    Pega ele lá depois!!

    =)

    ResponderExcluir
  51. Bom...vou começar..
    o que há por trás desse auê das cadeirinhas? quem mais se beneficia com essa nova portaria? putz gente, é só colocar os neurônios pra trabalhar um pouquinho. Quantos milhões entrarão nos bolsos das fábricas. Será que o caminho é esse mesmo? fico me perguntando como estou viva até hoje? nunca me sentei numa cadeirinha no carro do meu pai quando criança, mas havia um senso de responsabilidade, mais prudencia ao dirigir, mais amor ao próximo. Antes se pensava 10 vezes antes de ultrapassar um carro numa rodovia. Não seria o caminho o indivíduo voltar a "Ser Humano" e respeitar os seus limites? Mas estamos em um País onde é mais fácil vender cadeirinhas para deixar a consciencia mais tranquila,assim fica parecendo que se importam de verdade com as pessoas..
    PRONTO FALEI!!

    ResponderExcluir
  52. E como ficam as vans escolares??? Os condutores vão ter que colocar uma cadeirinha pra cada passageiro??
    CoisasdoBrasil.com

    ResponderExcluir
  53. Olá,

    Não poderia deixar passar despercebido, já que gostei e muito desde as argumentações, até o layout, desta forma, se quiser e puder, tem alguns selos para vocês.

    http://memoriaspsicodelicas.blogspot.com/2010/04/selos.html

    Um abraço!

    ResponderExcluir
  54. Fiquei pensando nisso, logo q ouvi falar dessa lei: não posso mais dar carona pra um amigo com criança???? Essas coisas sempre tem interesses por trás, alguém sempre ganhando dinheiro as nossas custas...

    ResponderExcluir
  55. Olha realmente, tem tantas as coisas que poderiam ser feitas com um tanto mais de importância do que ficar inventando lei pra complicar mais a vida das pessoas, em vez de se preocupar com coisas mais importantes como ladrões, mas fazer oque, é esse o Estado em que vivemos né

    ResponderExcluir
  56. Arrasou, Lilian.

    Quero saber, agora, se pra levar minha priminha de taxi até o shopping pra assistir um cinema ou ir até o hospital no meio da madrugada, vou ter que exigir que o taxista tenha a porcaria da cadeirinha. Ou devo me arriscar com uma criança a tiracolo no ponto de ônibus no meio da noite? E se a menina tiver uma doença no meio da madrugada, vou ter que esperar dar 4 horas da manhã pra começar a passar ônibus?

    E quando eu tiver meus filhos? Todo ano vou ter que comprar uma cadeirinha nova?

    E, mesmo que não tiver carro, vou ter que ter uma sempre uma cadeirinha a tiracolo caso precise de um taxi ou carona?

    Agora todas as mães que fazem rodízio ou que levem amiguinhos dos filhos pra passar o dia em casa vão ter que ter várias cadeirinhas estepe?

    Ok, é proteção, sim, mas faltou o mínimo de bom senso nessa lei.

    ResponderExcluir